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Destinos

Tânger, a cidade branca

Tanger la blanche

Graças à sua localização estratégica com vista para o Estreito de Gibraltar, a animada cidade marroquina de Tânger tem sido uma porta de entrada vital entre África e a Europa desde os tempos dos fenícios. A blue Travel foi procurar o que de novo acontece por lá e encontrou uma urbe que pulsa criatividade, alinhada com o nosso tempo.

  • Texto: Ivan Carvalho
  • Fotografia: Gaia Cambiaggi
10 de July, 2026

Para muitos observadores, Tânger é um excêntrico entreposto onde, nas suas ruas, é muito provável ouvir espanhol a ser falado ao lado do francês e do árabe marroquino (ou darija), um dialeto em que se omite as vogais e se fala rapidamente.

Ao longo dos séculos, os referidos fenícios, juntamente com os romanos e, mais tarde, as potências europeias, deixaram aqui a sua marca. Entre 1925 e 1956, a cidade foi o epicentro daquilo que ficou conhecido como a Zona Internacional de Tânger, uma faixa de território desmilitarizada em Marrocos, governada sobretudo por países como França, Espanha e Reino Unido. Não é de admirar que se possa encontrar aqui magníficas propriedades e moradias deslumbrantes, muitas das quais foram construídas para diplomatas ou serviram de abrigo a espiões e correspondentes estrangeiros naquela época.

Atualmente, uma nova geração de empresários locais procura forjar uma identidade diferente para a cidade. O antigo porto será renovado para acolher uma nova marina e apartamentos de luxo. No horizonte está o Campeonato do Mundo de 2030, que será organizado conjuntamente pela Península Ibérica e Marrocos, e para o qual foram realizados trabalhos de renovação no estádio Ibn Batouta, para que possa receber 75.000 adeptos de futebol. Entretanto, numa outra escala (menor, é certo, mas já com resultados entusiasmantes), os criativos marroquinos têm estado ocupados a inaugurar restaurantes, hotéis e espaços dedicados às artes.