Ouro Preto, a beleza que desafia a pressa
O som do sino vem como um sopro sobre a montanha. É um apelo, um lamento, um lembrete. Em Ouro Preto, o tempo não passou - ele permanece, como se todas as épocas convivessem simultaneamente. E paira, em movimentos lentos, pelas ladeiras, pelos lampiões, pelos entalhes das igrejas.
- Texto: Alexandre Lalas
- Fotografia: Ricardo Garrido e D.R.
Cada pedra reverbera. Guarda um eco. Cada sombra esconde um poema, uma história, uma lenda. Chegar à antiga Vila Rica é como folhear um livro, cujas páginas são impressas em ouro, sangue e poeira. Mas não se engane: entre os rococós e os mármores, pulsa uma cidade viva, feita de música, de lembranças e de uma beleza que desafia a pressa.