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Attiko | Viagem ao centro da terra

Lisboa

Vibrante e ao mesmo tempo sereno. Cosmopolita e intimista. Panorâmico e romântico. Oriental, mas também ibérico. Com cozinha e coquetelaria de influência asiática e produto português, o Attiko vive de múltiplas polaridades. É um “high energy restaurant” no 12º andar do Hotel ME Lisbon. Um outro mundo visto a partir do centro.

  • Texto: Mónica Franco
  • Fotografia: Fabrice Demoulin
30 de June, 2026

Naquela noite de inverno, ainda fazia frio lá fora, mas não quisemos perder as vistas da varanda daquele 12º andar sobre Lisboa. Cá de cima, sente-se a cidade a vibrar. Os néons que piscam em variadas cores, os faróis dos carros que sobem a avenida ou contornam a estátua do Marquês de Pombal… escutam-se algumas buzinadelas e ao mesmo tempo sente-se um certo silêncio a pairar sobre os telhados. Tudo é visto a partir de cima, há um certo distanciamento tranquilizante. Ao fundo está o Cristo-Rei iluminado, lá dentro um DJ animado.

Na noite em que jantámos no Attiko, não havia festa marcada, mas o DJ colocava a sala no ritmo certo.

A música está alta, a luz baixa. As conversas pressentem-se, mas nunca se ouvem. O ambiente é elegante, feito de diferentes escalas. Amplo, mas entrecortado por uma mesa alta que separa a zona da cozinha (do lado de lá de um extenso balcão) da zona mais íntima (com mesas para dois ou para quatro).

Não jantámos nos bancos altos que abraçam a cozinha, plateia privilegiada sobre o trabalho dos chefs, antes ficámos num plano mais baixo, sentados nos cadeirões das mesas para dois, envoltos naquilo que parecia ser um manto invisível de intimidade.