Attiko | Viagem ao centro da terra
Lisboa
Vibrante e ao mesmo tempo sereno. Cosmopolita e intimista. Panorâmico e romântico. Oriental, mas também ibérico. Com cozinha e coquetelaria de influência asiática e produto português, o Attiko vive de múltiplas polaridades. É um “high energy restaurant” no 12º andar do Hotel ME Lisbon. Um outro mundo visto a partir do centro.
- Texto: Mónica Franco
- Fotografia: Fabrice Demoulin
Naquela noite de inverno, ainda fazia frio lá fora, mas não quisemos perder as vistas da varanda daquele 12º andar sobre Lisboa. Cá de cima, sente-se a cidade a vibrar. Os néons que piscam em variadas cores, os faróis dos carros que sobem a avenida ou contornam a estátua do Marquês de Pombal… escutam-se algumas buzinadelas e ao mesmo tempo sente-se um certo silêncio a pairar sobre os telhados. Tudo é visto a partir de cima, há um certo distanciamento tranquilizante. Ao fundo está o Cristo-Rei iluminado, lá dentro um DJ animado.
Na noite em que jantámos no Attiko, não havia festa marcada, mas o DJ colocava a sala no ritmo certo.
A música está alta, a luz baixa. As conversas pressentem-se, mas nunca se ouvem. O ambiente é elegante, feito de diferentes escalas. Amplo, mas entrecortado por uma mesa alta que separa a zona da cozinha (do lado de lá de um extenso balcão) da zona mais íntima (com mesas para dois ou para quatro).
Não jantámos nos bancos altos que abraçam a cozinha, plateia privilegiada sobre o trabalho dos chefs, antes ficámos num plano mais baixo, sentados nos cadeirões das mesas para dois, envoltos naquilo que parecia ser um manto invisível de intimidade.