Jornadas do Peixe Atlântico
Chefs irmãos López de Viñaspre e Joan Bagur
Do mar lusitano ao prato global: a ciência e a arte que explicam porque temos o melhor peixe do mundo.
- Texto: Luís Alves
- Fotografia: Daniel Luciano
Foi no cenário idílico do restaurante Vinum, em Vila Nova de Gaia, durante as recentes Jornadas do Peixe Atlântico, que a tese se confirmou mais uma vez à mesa: a costa portuguesa não é apenas uma fronteira geográfica. É, antes, um terroir líquido de excelência mundial. Entre a ciência que explica as
correntes e a arte de chefs que cruzam o Atlântico — da Galiza ao México — o peixe português reafirma-se como um luxo acessível e inigualável. Mas o que torna, afinal, este peixe “o melhor do mundo”? A resposta cruza, pelo menos, três grandes vértices: biologia marinha, nutrição e uma tradição longa de muitos anos.