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Uma história de hotel: Palace Hotel Bussaco

Um palácio no paraíso

Dormir num palácio imerso numa floresta encantada? Sim, soa a conto de embalar mas é uma realidade aqui bem perto. Na mata do Bussaco, o Palace Hotel abre-nos as portas a um mundo onírico, como se folheássemos páginas da melhor literatura oitocentista e, de repente, nos tornássemos personagem de um livro antigo. Estamos mesmo acordados ou numa cápsula de sonho?

  • Texto: Fátima Iken
  • Fotografia: Maria João Gala
12 de March, 2026

Sobe-se a íngreme rua de empedrado sob uma vereda disseminada por abetos gigantes, araucárias, ciprestes do Líbano, sequóias e sobreiros vetustos, mergulhando num imenso emaranhado de verde atordoante. O automóvel vai ondulando pelo declive e sente-se que entramos numa dimensão espiritual. Não é por acaso que os monges carmelitas por aqui andaram no século XVII com o desejo de criarem uma absoluta reclusão do mundo, pelo que muraram a mata, erigindo um frondoso bosque, à imagem de um “paraíso terrestre”.

Já sabemos ao que vamos porque são incontáveis as vezes que aqui dormimos. O lugar sempre nos atraiu, não só pela nostalgia de um tempo outro, que se vivencia intensamente, como pela beleza e aura misteriosa que envolvem o palácio e a mata nacional do Bussaco. É, aliás, uma espécie de Sintra do Norte, se quiserem.

São 105 hectares de magia pura. Como se entrássemos nas páginas de um livro fantasioso, penetramos num bosque que conta com mais de 250 espécies de árvores, algumas com 400 anos de idade.